Memorial de Formação (Portfólio Individual)

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1 DESENVOLVIMENTO

As memórias de minha infância e das experiências vivenciadas na escola

Estudei em uma rede privada de ensino durante a Educação Infantil e parte do atual Ensino Fundamental I. Na 3ª série (hoje 4º ano) fui transferida para a rede pública e permaneci até a conclusão do Ensino Médio.
Durante a Educação Infantil lembro-me de não ter tido dificuldades de aprendizagem. Apesar de ser uma criança bem ativa (nas brincadeiras, nas conversas, etc.), fazia as atividades em tempo hábil na escola e em casa não costumava contar com a ajuda de minha mãe, até porque ela possuía (e ainda possui) dificuldades para orientar uma criança com atividades escolares por não possuir o Ensino Fundamental completo. Recordo que sentava no chão da sala, colocava a tarefa numa mesa de centro e começava a fazer sozinha. Sempre tive vontade de frequentar reforço escolar quando era criança, mas dou graças a Deus hoje por nunca ter necessitado.
As brincadeiras sempre se fizeram presentes em minha infância, tanto individuais como em grupo. Gostava de esconde-esconde, futebol, gude e quando estava sozinha brincava com minhas bonecas cortando seus cabelos, achando que cresceriam novamente, e fazia comidinha de mentira.
Na escola, gostei de todas as professoras, mas teve uma que eu gostei bem mais. Hoje não me lembro do seu nome, mas recordo que ela era muito legal, carinhosa com a turma e muito meiga, era a minha professora favorita, e, acredito eu, que seu jeito de ser e sua forma carinhosa de ensinar foram os principais contribuintes para o auxílio a minha aprendizagem. Entretanto, tinha uma que os alunos a chamavam de ‘’bruxa do 71’’ – personagem de um programa de TV chamado ‘’Chaves’’, ela era sempre séria, quase não conversava com a gente, só a víamos reclamando com os alunos não fazia muita questão de ser agradável com os mesmos.
O método de ensino da escola era tradicional, tínhamos muitas atividades em sala e foram raras (ou nulas) as vezes em que fizemos alguma atividade extra fora da escola ou mesmo da sala de aula, mesmo assim eu gostava bastante pois lá eu tinha colegas muito legais e a diretora, tia Thaís, era muito simpática e agradável.
Acredito que a escola a qual estudei durante a Educação Infantil e parte do Fundamental I foi a principal contribuinte para a minha base de conhecimento, pois não me recordo de professores autoritários, salvo uma que citei acima, e não me sentia obrigada em cumprir com as tarefas escolares. Pelo contrário, me recordo de professoras legais que ensinavam e me ajudavam com prazer nas tarefas, tornando a aprendizagem mais agradável e proveitosa, contribuindo para o meu desenvolvimento e tornando-me hoje alguém que gosta de aprender, com consciência de que jamais devemos estacionar na linha do saber, mas sempre buscar novas fontes de conhecimento.

Minhas expectativas quanto à passagem do Ensino Médio para a Educação Superior no Curso de Pedagogia

Quando ainda cursava o Ensino Médio, pensei em alguns cursos superiores como Nutrição, Enfermagem e Letras. Após a conclusão ganhei uma bolsa integral para o curso de Nutrição e cheguei a me matricular, porém por motivos pessoais nem comecei a cursar. Em seguida comecei a fazer o curso técnico em enfermagem e concluí com êxito, porém nunca trabalhei na área, pois, apesar de gostar, sempre me via em alguma área relacionada à educação. Pouco tempo depois, me inscrevi novamente no Prouni e me candidatei aos cursos de Letras e Pedagogia, após pesquisar muito sobre os campos de atuação do curso e do profissional. Enfim ganhei a bolsa para o curso de Pedagogia e ao começar a cursar já estava amando as disciplinas. Cursei três semestres numa outra Instituição de Ensino e infelizmente tive que trancar por motivos pessoais. Neste ano de 2013, me inscrevi novamente para o mesmo curso pois hoje sei o que quero e vou ser após a conclusão: pedagoga.
Não tenho dúvidas quanto à minha formação. Infelizmente a área de Pedagogia e da educação em geral é muito desvalorizada e sofre um pouco de preconceito. Algumas pessoas já me disseram que cursar Pedagogia era desperdício de tempo e de talento pra mim, que poderia cursar Direito pela minha facilidade de expressão e argumentação, ou outro curso mais valorizado, mas foi com a Pedagogia que eu me identifiquei e sei que apesar dos muitos desafios que temos com a educação, podemos sim mudar a história da nossa região e do nosso país.
Hoje existem muitos cursos considerados ‘’cursos do futuro’’, onde as promessas de altos salários são frequentes, mas não podemos esquecer que a base de tudo é a educação. Todos passaram, passam e passarão por professores para um dia terem suas carreiras de sucesso.
A pessoa que deseja seguir a carreira de professor tem que ter consciência de que sua profissão não estará fundamentada no salário, mas na sua aptidão e dedicação em lutar por uma educação de melhor qualidade e maior reconhecimento na sociedade. O professor deve sim ser valorizado e bem remunerado, mas ainda não é o que acontece e por conta disso não atrai tantas pessoas como em outras áreas de formação, por isso ratifico que Pedagogia e áreas afins são para quem tem, em primeiro lugar, aptidão.
Imagino-me daqui a quatro anos uma pedagoga de sucesso, por contar com professores e uma Instituição de muita credibilidade, buscando sempre o melhor para a minha classe e na luta por um direito de todos constitucionalmente que é a educação. Sonho com doutorado e desejo me aprofundar mais em minha área para ocupar um cargo público. Com toda essa bagagem e vontade acredito que serei uma excelente pedagoga, pois carreira de sucesso não se faz através de curso A ou B, carreira de sucesso somos nós que fazemos.

Educação e Pedagogia

O que eu entendo por “Educação” e por “Pedagogia”

Educação é o meio em que os hábitos, costumes e valores são transferidos de uma geração para a geração seguinte. A educação se dá através de situações presenciadas e experiências vividas por cada pessoa ao longo de sua vida, é o processo continuo de desenvolvimento das faculdades físicas, intelectuais e morais do ser humano para uma melhor integração na sociedade. Existe a educação informal – adquirida por meio de convivência com a família, amigos e demais grupos sociais, e a formal – adquirida por meio de instituições de ensino como escolas, universidades e demais sistemas educacionais. No processo educativo em estabelecimentos de ensino, os conhecimentos e habilidades são transferidos para as crianças, jovens e adultos sempre com o objetivo desenvolver o raciocínio dos alunos, ensinar a pensar sobre diferentes problemas, auxiliar no crescimento intelectual e na formação de cidadãos capazes de gerar transformações positivas na sociedade.
Pedagogia para mim é a ciência que estuda a educação e tem como objetivo principal a melhoria no processo de aprendizagem dos indivíduos, visto que está conectada com os aspectos da sociedade e também com as normas educacionais do país. Ela estuda diversos temas relacionados à educação, tanto no aspecto teórico quanto no prático. Considero a Pedagogia não só uma ciência mas a arte de educar, de direcionar a criança no caminho da aprendizagem em busca do conhecimento. Nem todo professor é um pedagogo, mas todo pedagogo é um professor.

“Educação” e “Pedagogia” depois da leitura de alguns textos

A educação pode ser definida como sendo o processo de socialização dos indivíduos. Ao receber educação, a pessoa assimila e adquire conhecimentos. A educação também envolve uma sensibilização cultural e de comportamento, onde as novas gerações adquirem as formas de se estar na vida das gerações anteriores. O processo educativo é materializado numa série de habilidades e valores, que ocasionam mudanças intelectuais, emocionais e sociais no indivíduo. De acordo com o grau de sensibilização alcançado, esses valores podem durar toda a vida ou apenas durante um determinado período de tempo.
Paulo Freire nos diz que “a educação tem caráter permanente. Não há seres educados e não educados, estamos todos nos educando. Existem graus de educação, mas estes não são absolutos”. Afirmação tão coerente nos faz refletir sobre o processo educativo contínuo, como base de uma constante busca pela melhoria da qualidade da formação docente e discente. A ação educativa implica um conceito de homem e de mundo concomitantes, é preciso não apenas estar no mundo e sim estar aberto ao mundo. Captar e compreender as finalidades deste a fim de transformá-lo, responder não só aos estímulos e sim aos desafios que este nos propõe. Não posso querer transmitir conhecimento, pois este já existe, posso orientar tal indivíduo a buscar esse conhecimento existente, estimular a descobrir suas afinidades em determinadas áreas.
Educação engloba os processos de ensinar e aprender, de ajuste e adaptação. É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade.
Já Pedagogia é a ciência cujo objetivo é a reflexão, ordenação, a sistematização e a crítica do processo educativo e engloba diversas disciplinas, que podem ser reunidas em três grupos básicos: disciplinas filosóficas, disciplinas científicas e disciplinas técnico-pedagógicas. Sua origem vem do grego (pais, paidos = criança; agein = conduzir; logos = tratado, ciência). Na antiga Grécia, eram chamados de pedagogos os escravos que acompanhavam as crianças que iam para a escola. Como escravo, ele era submisso à criança, mas tinha que fazer valer sua autoridade quando necessária. Por esse motivo, esses escravos desenvolveram grande habilidade no trato com as crianças. Hoje, pedagogo é o especialista em assuntos educacionais e Pedagogia, o conjunto de conhecimentos sistemáticos relativos ao fenômeno educativo.
Pedagogia é a reflexão metódica sobre a educação para esclarecer e orientar a prática educativa. (Durkheim e Radice, 2002, p.39).
O objeto de estudo do pedagogo e da pedagogia é a EDUCAÇÃO, o Processo Ensino e Aprendizagem, a ação cultural do educador em intervir e/ou de transmitir tecnicamente “o conhecimento”, de forma sedutora, significativa e em comunhão com a realidade social, o perfil e a história de vida do educando, o conhecimento e a informação e a dimensão cognitiva do educando ao perceber, aprender, apreender e se apropriar de forma crítico-reflexiva do conhecimento e das informações transmitidas pela percepção pessoal de observador ou de sujeito da intervenção formativo-educativa da qual foi sujeito, a sua acomodação junto aos conhecimentos anteriormente existentes e sua capacidade de aplica-los à realidade social vivido-compartilhada enquanto ser social e cidadão. Logo, o sujeito da Pedagogia é o ser humano enquanto educando.

REFERÊNCIAS
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à pratica educativa. 34ºed. São Paulo. Ed. Paz e Terra, 1996.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedagogia

http://pedagogiadidatica.blogspot.com.br/2008/07/o-que-pedagogia.html

Relatório de Observação

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SUMÁRIO

 

 

     INTRODUÇÃO ———————————————————————–4

1   DESENVOLVIMENTO ————————————————————–5

1.1  Caracterização da Instituição e da Comunidade —————————–5

1.2  Observação das aulas ——– —————————————————-6

2   CONSIDERAÇÕES FINAIS ———————————————————9

      REFERÊNCIAS ——————————————————————–10

INTRODUÇÃO

 

    O presente estágio visa relatar as observações realizadas durante o estágio em uma turma de 2º ano do Ensino Fundamental I, que teve como objetivo observar a metodologia utilizada em sala de aula pela professora regente, contrapondo com o conhecimento teórico, adquirido durante o estudo das disciplinas.

     Realizei o estágio de observação na Escola Comunitária Luis Alberto, localizada na Rua Brumado, nº 77, bairro Jardim Cruzeiro, na cidade de Feira de Santana/Bahia, para adquirir conhecimentos práticos e ter uma experiência que possibilite-me realizar o exercício da docência, desenvolvendo meus conhecimentos teóricos de uma forma ampla e abrangente. Durante esse período estive exposta a experiências que pretendem contribuir para uma prática pedagógica e desenvolver bases analíticas para o trabalho profissional consciente. Os teóricos asseguram que a experiência do estágio é a principal fonte para a aquisição de conhecimento e habilidades essenciais ao bom professor.

Comparar (colocar lado a lado dois eventos semelhantes, reconhecendo seus diferentes contextos e os contextos maiores que os unem ou os fazem parecidos) deve ser uma atitude consciente que ajude no encaminhamento da compreensão do evento pesquisado. Comparar também ajuda o pesquisador a relativizar o que está observando e a contextualizar eventos dentro de uma amplitude maior.” (GOMES, 2008, p. 64)

1. DESENVOLVIMENTO

1.1 Caracterização da Instituição e da Comunidade

     A Escola Luis Alberto está inserida na zona periférica do bairro, atende um total de 648 alunos do grupo 4 da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental I. Grande parte dos alunos é proveniente do próprio bairro e também bairros vizinhos, os quais apresentam um índice bastante elevado de violência, uso e tráfico de drogas. A comunidade local é de pessoas humildes de baixa renda, a maioria mora em invasão e tem família composta em média por 5 ou 6 membros. Geralmente só o pai trabalha e a maioria tem escolaridade baixa ou é semi-analfabeta.

     Caracterização da infra-estrutura e recursos materiais da Instituição:

 

INFRA-ESTRUTURA/RECURSOS

 

POSSUI

 

QUANTIDADE

Salas de aula

Sim

11

Bibliotecas

Sim

01

Banheiros

Sim

05

Sala de informática

Sim

01

Cozinha

Sim

01

Secretaria

Sim

01

Espaço recreativo

Não

Computadores

Sim

19

Impressoras

Sim

02

Acesso à internet para alunos

Não

Jogos paradidáticos

Sim

09

 

 A escola tem como diretora Marília de Dirceu Costa Andrade, vice-diretora Antonieta Rodrigues Vasconcelos e coordenadora pedagógica a professora Susiane de Freitas Costa. Ainda possui 32 professores nos turnos matutino e vespertino, 1 merendeira e 2 auxiliares de serviços gerais atendendo alunos da pré-escola ao 5º ano do Ensino Fundamental I.

     É importante ressaltar que a Instituição adéqua-se à lei 11.274, conforme o PNE, que regulamenta o ensino fundamental de 9 anos. Neste contexto torna-se necessário que os educadores sejam bem preparados e informados para desenvolver um trabalho com qualidade.

     A escola se organiza com os planejamentos os quais são realizados semanalmente todas as sextas-feiras. É feito o plano de curso, ou seja, plano anual, tem o PPP (Projeto Político Pedagógico) e o PDE (Plano de Desenvolvimento da Escola) atuante. Através destes, são realizados projetos desenvolvidos em cada sala de aula, como os projetos: “Parlendas”, “Alimentação Saudável”, “Projeto Leitura”, “Brincando eu aprendo”, dentre outros os quais os alunos têm oportunidades de se desenvolverem através de literaturas, músicas e peças teatrais.

      Entende-se que o Projeto Político Pedagógico é uma ação intencional e o resultado de um trabalho coletivo, que busca metas comuns que intervenham na realidade escolar. Demo (1998) afirma:

Existindo projeto pedagógico próprio, torna-se bem mais fácil planejar o ano letivo, ou rever e aperfeiçoar a oferta curricular, aprimorar expedientes avaliativos, demonstrando a capacidade de evolução positiva crescente. É possível lançar desafios estratégicos, como: diminuir a repetência, introduzir índices crescentes de melhoria qualitativa, experimentar didáticas alternativas, atingir posição de excelência. (p. 248)

       O planejamento de ensino nas salas de aula é baseado em atividades diversificadas, os alunos têm acesso aos jogos paradidáticos, como xadrez e dama, entre outros que são trabalhados pelas professoras. As aulas costumam ser dinâmicas e geralmente tem a participação dos alunos, tirando dúvidas e respondendo às questões na sala, possibilitando uma rotina diversificada e produtiva para ambas as partes.

1.2 Observação das aulas

        A professora Tânia é graduada em Pedagogia com experiência há 16 anos. É calma, possui um bom relacionamento com os alunos e me acolheu muito bem. Seus conteúdos são organizados e seus trabalhos desenvolvidos na sala são diversificados, costuma usar os jogos paradidáticos, quando possível, para que seus alunos também possam aprender brincando.

        Para Vygotsky, o brincar desenvolve a cognição:

É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de uma esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas e não dos incentivos fornecidos pelos objetos externos. (1989, p. 109)

        Piaget (1978) afirma que “para manter o equilíbrio com o seu mundo o educando necessita brincar, jogar, criar e inventar”.  Os jogos tornam-se mais significativos à medida que a criança se desenvolve, porque através da manifestação de materiais variados poderá inventar coisas, construir objetivos.

       O jogo é um ótimo recurso pedagógico na sala de aula porque proporciona a relação entre parceiros e grupos, o que é um fator de avanços cognitivos, pois durante os jogos a criança estabelece decisões, conflitua-se com seus adversáriose reexamina seus conceitos, pois “a aprendizagem em sua forma mais simples se é estabelecida de uma conexão entre estímulo e uma resposta”. (CORIA-SABINI, 1986, p.03).

        Durante o início da aula, a turma de 32 alunos é bastante dispersa e desinteressada, ao decorrer da aula eles vão se concentrando e demonstrando interesse pelos conteúdos. Todos mantêm um bom relacionamento entre si, gostam e respeitam muito a professora, demonstram carinho. Apesar das dificuldades sociais eles são carinhosos, a maioria demonstra motivação e nos acolhem também de uma forma muito agradável. Durante a execução das atividades, alguns tiveram dificuldade ou desinteresse, mas com o acompanhamento da professora eles conseguiram desenvolver as tarefas.

        O que chamou a atenção durante as observações das aulas foi a flexibilidade da professora Tânia com os alunos e o cuidado com os que tem mais dificuldades em desenvolver as tarefas, mesmo numa turma de 2º ano quase superlotada ela tenta realizar um acompanhamento individual, senta com o aluno e o auxilia com muita paciência, estimula-o a pensar e tem muito carinho por todos eles. Freud, em seu texto “Algumas reflexões sobre a psicologia do escolar” (1914), aborda a importância da relação professor-aluno, questionando se o que exerce maior influência para o aluno é o conteúdo estudado ou a personalidade do professor: “(…) não é fácil identificar o que teve maior influência na caminhada escolar dos alunos, mas, certamente constata-se que a personalidade dos professores atua de modo significativo na construção do conhecimento humano”.

2 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

        Esse estágio foi instrumento de aquisição de um modo novo, num ponto de vista crítico e esclarecedor. A ação durante esse tempo possibilitou-me refletir sobre a realidade da nossa sociedade, da educação e do sistema escolar.

        O estágio foi muito abrangente quando me deu uma visão geral do processo ensino-aprendizagem propriamente dita, ou seja, praticado em sala de aula. A construção dos alunos foi muito interessante, pois eles se imaginam dentro das situações colocadas em sala de aula e assim ampliam o significado do ensino das disciplinas aplicadas no seu dia a dia.

        Aprendi muito mais do que esperava, não só com a professora, mas com os alunos que a cada dia trazem algo novo juntamente com seu carinho e amor por aquele ambiente e as pessoas que fazem parte dele. Essa vivência contribuiu bastante para minha formação profissional e pessoal, permitindo-me visualizar cada dia melhor como desempenhar esse papel.

        De acordo com Oliveira e Cunha (2006, p. 6):

Podemos conceituar Estágio Supervisionado, portanto, como qualquer atividade que propicie ao aluno adquirir experiência profissional específica e que contribua, de forma eficaz, para sua absorção pelo mercado de trabalho.

 

 

        Concordo com Anísio Teixeira quando afirma que “Educação é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra.”

REFERÊNCIAS:

DEMO, Pedro. Desafios modernos da educação. 7 ed. Petrópolis: Vozes, 1998.

VYGOTSKY, Lev. S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1989, p. 109.

PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Zarar, 1978.

CORIA-SABINI, Maria Aparecida. Psicologia aplicada à educação. São Paulo: EPU, 1986.

FREUD, S. Algumas reflexões sobre a psicologia do escolar, 1914. In: Freud, S. Obras Completas. RJ. Imago, 1974. V 13

OLIVEIRA, Eloiza da Silva Gomes de; CUNHA, Vera Lúcia. O estágio Supervisionado na formação continuada docente a distância: desafios a vencer e Construção de novas subjetividades. Publicación en línea. Murcia (España). Año V. Número 14.- 31 de Marzo de 2006. Disponível em < www.um.es/ead /red/ 14/ oliveira. pdf> Acesso em10.04.2008.

III Seminário de Educação – Qualidade da Educação Infantil

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Resumo

O Terceiro Seminário Nacional de Educação teve como principais objetivos analisar as Diretrizes Curriculares propostas para Educação Infantil, refletir sobre o perfil do educador para Educação Infantil e analisar a prioridade da Educação Infantil no contexto do FUNDEB.
As apresentações durante a mesa redonda expuseram as propostas pedagógicas curriculares de Educação Infantil do município de Feira de Santana, devido à necessidade de um documento que orientasse a prática pedagógica dos(as) professores(as) de Educação Infantil da Rede Municipal de ensino. O período de elaboração da Proposta é de quatro anos, que vai da formação continuada, sistematização, revisão e implementação.
As questões norteadoras da Proposta levaram à reflexão acerca da função social das Instituições de Educação Infantil, o cuidar x educar, o papel do professor, a concepção de ensino e aprendizagem, a seleção do conteúdo a ser trabalhado, a avaliação da criança na Educação Infantil e a organização do trabalho pedagógico a ser executado. Também foi debatido o projeto de matrícula da criança de cinco anos de idade no Ensino Fundamental, a terceirização dos serviços nas Instituições de Educação Infantil e a implementação dos Indicadores de qualidade nas mesmas.
A missão do seminário é congregar saberes comprometidos com a melhoria da qualidade da educação brasileira, especialmente em Feira de Santana, visando a construção da cidadania, afirmando-se como instituição de vanguarda, reconhecida e valorizada nos seus propósitos de contribuir com a melhoria da qualidade da educação.

Resenha crítica do filme “Escritores da Liberdade”

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Escritores da liberdade (Original: Freedom Writers). País: EUA/Alemanha. Gênero: drama. Classificação: 14 anos. Duração: 123 min. Ano: 2007. Direção: Richard LaGravenese . Produção: Danny DeVito, Michael Shamberg, Stacey Sher. Elenco: Hilary Swank, Patrick Dempsey, Scott Glenn, Imelda Staunton, April Lee Hernandez, Mario, Kristin Herrera, Jacklyn Ngan, Sergio Montalvo, Jason Finn, Deance Wyatt, Vanetta Smith, Gabriel Chavarria, Hunter Parrish, Antonio Garcia.

Richard Lagravenese tem 51 anos, nasceu em 30 de Outubro de 1959 em Brooklin/EUA. Estudou teatro na Tisch School of the Arts da Universidade de Nova York. Começou sua carreira com o roteirista original de The King Fisher, Terry Gilliam, foi nomeado para um Oscar de melhor roteiro. Estreou como diretor com seu próprio roteiro com Holly Hunter, Danny DeVito e Queen Latifah. Além de Escritores da Liberdade, ele tem outros longa metragem como: P.S. Eu Te Amo em 2007; Paris Eu te Amo 2006 e A década Under the Influencer 2003.

Escritores da Liberdade aborda em seu 123 minutos de drama, o desafio da educação em um contexto social problemático encontrado pela professora Erin Gruwell (interpretada por Hilary Swank). O filme, dirigido por Richard LaGravenese, merece ser visto como apreço, sobretudo pela sua ênfase no papel da educação como mecanismo de transformações individuais e comunitárias. Vê-se no filme que a educação tem papel indispensável no implantamento de novas realidades sociais, a partir da conscientização de cada ser humano.

O filme é baseado numa história real, que trata de realizações face à adversidade. Em 1994, na sala 203 de uma escola em Long Beach, Califórnia, uma professora chamada Erin Gruwell, enfrentou sua primeira classe de alunos, rotulados pela administração do colégio como adolescentes “em risco” ou “problemáticos”. A classe era uma mistura de afro-americanos, latinos, cambojanos, vietnamitas, entre outros, muitos dos quais cresceram em vizinhanças agressivas e participavam de gangues de rua em Long Beach. Nos primeiros de aula, os estudantes obstruíram a sala mostrando que não estavam interessados no que sua professora tinha a ensinar, inclusive fazendo apostas sobre quanto tempo ela duraria em sua sala de aula. Mas um episódio mudou o rumo da história. Quando uma caricatura racial de um dos estudantes afro-americano circulou a sala de aula, Erin Gruwell interceptou irritadamente o desenho e comparou-o às caricaturas dos judeus, feitas por nazistas durante o holocausto. Os estudantes responderam de forma confusa à sua comparação, o que chocou a professora ao descobrir que muitos de seus alunos nunca tinham ouvido sobre o holocausto. Entretanto, quando perguntou quantos em sua classe tinham sido alvos de disparos, quase todos levantaram as mãos. Isto deixou Erin Gruwell chocada, porém inspirada a não desistir dos alunos.

Promovendo uma filosofia educacional que avaliasse e promovesse a diversidade, transformou a vida dos seus alunos. Incentivou-os a reavaliar a opinião rígida sobre o outro, reconsiderar decisões diárias e a repensar seus futuros. Com o apoio constante de Erin, seus alunos quebraram estereótipos para transformarem-se em pessoas críticas, estudantes universitários de aspiração, e cidadãos para a mudança. Nomearam a si mesmos de “os escritores liberdade” – em homenagem aos ativistas dos direitos civis, os “Cavaleiros da Liberdade”, jovens negros e brancos, intelectuais, artistas e religiosos, que partiam do norte dos Estados Unidos na década de 1960 em caravanas em direção ao Sul, para pressionar as autoridades locais a pôr fim na segregação. O Sul reagiu com violência. Governadores, prefeitos e xerifes empregaram o aparato policial contra os militantes dos direitos civis. No momento em que se nomearam de os “escritores da liberdade”, os estudantes da sala 203 converteram-se de um grupo de estudantes apáticos a um grupo de estudantes motivados, pensantes e responsáveis por tomar suas próprias decisões. De acordo com determinada concepção de liberdade tornaram-se indivíduos livres.

O filme Escritores da Liberdade ressalta a importância de sermos mais do que simplesmente professores, e sim educadores para a vida. Aprendemos que os alunos não são meros receptores de informações. De fácil entendimento e com fatos da nossa realidade dentro do seu contexto, o filme traz significativas lições para nossa vida como educadores e cidadãos de bem.

Recomendado ao público de graduação em Pedagogia e demais cursos de Licenciatura, assim como professores, estudantes de nível médio e a todos que acreditam que a educação ainda é a forma de sermos verdadeiros cidadãos de bem e contribuir com um mundo mais digno.

Resenhado por: Luciana Anjos Gomes. Graduanda em Pedagogia pela Universidade de Santo Amaro – Pólo Feira de Santana/BA

(Todo o texto tem que ser justificado)

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