Escritores da liberdade (Original: Freedom Writers). País: EUA/Alemanha. Gênero: drama. Classificação: 14 anos. Duração: 123 min. Ano: 2007. Direção: Richard LaGravenese . Produção: Danny DeVito, Michael Shamberg, Stacey Sher. Elenco: Hilary Swank, Patrick Dempsey, Scott Glenn, Imelda Staunton, April Lee Hernandez, Mario, Kristin Herrera, Jacklyn Ngan, Sergio Montalvo, Jason Finn, Deance Wyatt, Vanetta Smith, Gabriel Chavarria, Hunter Parrish, Antonio Garcia.

Richard Lagravenese tem 51 anos, nasceu em 30 de Outubro de 1959 em Brooklin/EUA. Estudou teatro na Tisch School of the Arts da Universidade de Nova York. Começou sua carreira com o roteirista original de The King Fisher, Terry Gilliam, foi nomeado para um Oscar de melhor roteiro. Estreou como diretor com seu próprio roteiro com Holly Hunter, Danny DeVito e Queen Latifah. Além de Escritores da Liberdade, ele tem outros longa metragem como: P.S. Eu Te Amo em 2007; Paris Eu te Amo 2006 e A década Under the Influencer 2003.

Escritores da Liberdade aborda em seu 123 minutos de drama, o desafio da educação em um contexto social problemático encontrado pela professora Erin Gruwell (interpretada por Hilary Swank). O filme, dirigido por Richard LaGravenese, merece ser visto como apreço, sobretudo pela sua ênfase no papel da educação como mecanismo de transformações individuais e comunitárias. Vê-se no filme que a educação tem papel indispensável no implantamento de novas realidades sociais, a partir da conscientização de cada ser humano.

O filme é baseado numa história real, que trata de realizações face à adversidade. Em 1994, na sala 203 de uma escola em Long Beach, Califórnia, uma professora chamada Erin Gruwell, enfrentou sua primeira classe de alunos, rotulados pela administração do colégio como adolescentes “em risco” ou “problemáticos”. A classe era uma mistura de afro-americanos, latinos, cambojanos, vietnamitas, entre outros, muitos dos quais cresceram em vizinhanças agressivas e participavam de gangues de rua em Long Beach. Nos primeiros de aula, os estudantes obstruíram a sala mostrando que não estavam interessados no que sua professora tinha a ensinar, inclusive fazendo apostas sobre quanto tempo ela duraria em sua sala de aula. Mas um episódio mudou o rumo da história. Quando uma caricatura racial de um dos estudantes afro-americano circulou a sala de aula, Erin Gruwell interceptou irritadamente o desenho e comparou-o às caricaturas dos judeus, feitas por nazistas durante o holocausto. Os estudantes responderam de forma confusa à sua comparação, o que chocou a professora ao descobrir que muitos de seus alunos nunca tinham ouvido sobre o holocausto. Entretanto, quando perguntou quantos em sua classe tinham sido alvos de disparos, quase todos levantaram as mãos. Isto deixou Erin Gruwell chocada, porém inspirada a não desistir dos alunos.

Promovendo uma filosofia educacional que avaliasse e promovesse a diversidade, transformou a vida dos seus alunos. Incentivou-os a reavaliar a opinião rígida sobre o outro, reconsiderar decisões diárias e a repensar seus futuros. Com o apoio constante de Erin, seus alunos quebraram estereótipos para transformarem-se em pessoas críticas, estudantes universitários de aspiração, e cidadãos para a mudança. Nomearam a si mesmos de “os escritores liberdade” – em homenagem aos ativistas dos direitos civis, os “Cavaleiros da Liberdade”, jovens negros e brancos, intelectuais, artistas e religiosos, que partiam do norte dos Estados Unidos na década de 1960 em caravanas em direção ao Sul, para pressionar as autoridades locais a pôr fim na segregação. O Sul reagiu com violência. Governadores, prefeitos e xerifes empregaram o aparato policial contra os militantes dos direitos civis. No momento em que se nomearam de os “escritores da liberdade”, os estudantes da sala 203 converteram-se de um grupo de estudantes apáticos a um grupo de estudantes motivados, pensantes e responsáveis por tomar suas próprias decisões. De acordo com determinada concepção de liberdade tornaram-se indivíduos livres.

O filme Escritores da Liberdade ressalta a importância de sermos mais do que simplesmente professores, e sim educadores para a vida. Aprendemos que os alunos não são meros receptores de informações. De fácil entendimento e com fatos da nossa realidade dentro do seu contexto, o filme traz significativas lições para nossa vida como educadores e cidadãos de bem.

Recomendado ao público de graduação em Pedagogia e demais cursos de Licenciatura, assim como professores, estudantes de nível médio e a todos que acreditam que a educação ainda é a forma de sermos verdadeiros cidadãos de bem e contribuir com um mundo mais digno.

Resenhado por: Luciana Anjos Gomes. Graduanda em Pedagogia pela Universidade de Santo Amaro – Pólo Feira de Santana/BA

(Todo o texto tem que ser justificado)

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