SUMÁRIO

 

 

     INTRODUÇÃO ———————————————————————–4

1   DESENVOLVIMENTO ————————————————————–5

1.1  Caracterização da Instituição e da Comunidade —————————–5

1.2  Observação das aulas ——– —————————————————-6

2   CONSIDERAÇÕES FINAIS ———————————————————9

      REFERÊNCIAS ——————————————————————–10

INTRODUÇÃO

 

    O presente estágio visa relatar as observações realizadas durante o estágio em uma turma de 2º ano do Ensino Fundamental I, que teve como objetivo observar a metodologia utilizada em sala de aula pela professora regente, contrapondo com o conhecimento teórico, adquirido durante o estudo das disciplinas.

     Realizei o estágio de observação na Escola Comunitária Luis Alberto, localizada na Rua Brumado, nº 77, bairro Jardim Cruzeiro, na cidade de Feira de Santana/Bahia, para adquirir conhecimentos práticos e ter uma experiência que possibilite-me realizar o exercício da docência, desenvolvendo meus conhecimentos teóricos de uma forma ampla e abrangente. Durante esse período estive exposta a experiências que pretendem contribuir para uma prática pedagógica e desenvolver bases analíticas para o trabalho profissional consciente. Os teóricos asseguram que a experiência do estágio é a principal fonte para a aquisição de conhecimento e habilidades essenciais ao bom professor.

Comparar (colocar lado a lado dois eventos semelhantes, reconhecendo seus diferentes contextos e os contextos maiores que os unem ou os fazem parecidos) deve ser uma atitude consciente que ajude no encaminhamento da compreensão do evento pesquisado. Comparar também ajuda o pesquisador a relativizar o que está observando e a contextualizar eventos dentro de uma amplitude maior.” (GOMES, 2008, p. 64)

1. DESENVOLVIMENTO

1.1 Caracterização da Instituição e da Comunidade

     A Escola Luis Alberto está inserida na zona periférica do bairro, atende um total de 648 alunos do grupo 4 da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental I. Grande parte dos alunos é proveniente do próprio bairro e também bairros vizinhos, os quais apresentam um índice bastante elevado de violência, uso e tráfico de drogas. A comunidade local é de pessoas humildes de baixa renda, a maioria mora em invasão e tem família composta em média por 5 ou 6 membros. Geralmente só o pai trabalha e a maioria tem escolaridade baixa ou é semi-analfabeta.

     Caracterização da infra-estrutura e recursos materiais da Instituição:

 

INFRA-ESTRUTURA/RECURSOS

 

POSSUI

 

QUANTIDADE

Salas de aula

Sim

11

Bibliotecas

Sim

01

Banheiros

Sim

05

Sala de informática

Sim

01

Cozinha

Sim

01

Secretaria

Sim

01

Espaço recreativo

Não

Computadores

Sim

19

Impressoras

Sim

02

Acesso à internet para alunos

Não

Jogos paradidáticos

Sim

09

 

 A escola tem como diretora Marília de Dirceu Costa Andrade, vice-diretora Antonieta Rodrigues Vasconcelos e coordenadora pedagógica a professora Susiane de Freitas Costa. Ainda possui 32 professores nos turnos matutino e vespertino, 1 merendeira e 2 auxiliares de serviços gerais atendendo alunos da pré-escola ao 5º ano do Ensino Fundamental I.

     É importante ressaltar que a Instituição adéqua-se à lei 11.274, conforme o PNE, que regulamenta o ensino fundamental de 9 anos. Neste contexto torna-se necessário que os educadores sejam bem preparados e informados para desenvolver um trabalho com qualidade.

     A escola se organiza com os planejamentos os quais são realizados semanalmente todas as sextas-feiras. É feito o plano de curso, ou seja, plano anual, tem o PPP (Projeto Político Pedagógico) e o PDE (Plano de Desenvolvimento da Escola) atuante. Através destes, são realizados projetos desenvolvidos em cada sala de aula, como os projetos: “Parlendas”, “Alimentação Saudável”, “Projeto Leitura”, “Brincando eu aprendo”, dentre outros os quais os alunos têm oportunidades de se desenvolverem através de literaturas, músicas e peças teatrais.

      Entende-se que o Projeto Político Pedagógico é uma ação intencional e o resultado de um trabalho coletivo, que busca metas comuns que intervenham na realidade escolar. Demo (1998) afirma:

Existindo projeto pedagógico próprio, torna-se bem mais fácil planejar o ano letivo, ou rever e aperfeiçoar a oferta curricular, aprimorar expedientes avaliativos, demonstrando a capacidade de evolução positiva crescente. É possível lançar desafios estratégicos, como: diminuir a repetência, introduzir índices crescentes de melhoria qualitativa, experimentar didáticas alternativas, atingir posição de excelência. (p. 248)

       O planejamento de ensino nas salas de aula é baseado em atividades diversificadas, os alunos têm acesso aos jogos paradidáticos, como xadrez e dama, entre outros que são trabalhados pelas professoras. As aulas costumam ser dinâmicas e geralmente tem a participação dos alunos, tirando dúvidas e respondendo às questões na sala, possibilitando uma rotina diversificada e produtiva para ambas as partes.

1.2 Observação das aulas

        A professora Tânia é graduada em Pedagogia com experiência há 16 anos. É calma, possui um bom relacionamento com os alunos e me acolheu muito bem. Seus conteúdos são organizados e seus trabalhos desenvolvidos na sala são diversificados, costuma usar os jogos paradidáticos, quando possível, para que seus alunos também possam aprender brincando.

        Para Vygotsky, o brincar desenvolve a cognição:

É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de uma esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas e não dos incentivos fornecidos pelos objetos externos. (1989, p. 109)

        Piaget (1978) afirma que “para manter o equilíbrio com o seu mundo o educando necessita brincar, jogar, criar e inventar”.  Os jogos tornam-se mais significativos à medida que a criança se desenvolve, porque através da manifestação de materiais variados poderá inventar coisas, construir objetivos.

       O jogo é um ótimo recurso pedagógico na sala de aula porque proporciona a relação entre parceiros e grupos, o que é um fator de avanços cognitivos, pois durante os jogos a criança estabelece decisões, conflitua-se com seus adversáriose reexamina seus conceitos, pois “a aprendizagem em sua forma mais simples se é estabelecida de uma conexão entre estímulo e uma resposta”. (CORIA-SABINI, 1986, p.03).

        Durante o início da aula, a turma de 32 alunos é bastante dispersa e desinteressada, ao decorrer da aula eles vão se concentrando e demonstrando interesse pelos conteúdos. Todos mantêm um bom relacionamento entre si, gostam e respeitam muito a professora, demonstram carinho. Apesar das dificuldades sociais eles são carinhosos, a maioria demonstra motivação e nos acolhem também de uma forma muito agradável. Durante a execução das atividades, alguns tiveram dificuldade ou desinteresse, mas com o acompanhamento da professora eles conseguiram desenvolver as tarefas.

        O que chamou a atenção durante as observações das aulas foi a flexibilidade da professora Tânia com os alunos e o cuidado com os que tem mais dificuldades em desenvolver as tarefas, mesmo numa turma de 2º ano quase superlotada ela tenta realizar um acompanhamento individual, senta com o aluno e o auxilia com muita paciência, estimula-o a pensar e tem muito carinho por todos eles. Freud, em seu texto “Algumas reflexões sobre a psicologia do escolar” (1914), aborda a importância da relação professor-aluno, questionando se o que exerce maior influência para o aluno é o conteúdo estudado ou a personalidade do professor: “(…) não é fácil identificar o que teve maior influência na caminhada escolar dos alunos, mas, certamente constata-se que a personalidade dos professores atua de modo significativo na construção do conhecimento humano”.

2 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

        Esse estágio foi instrumento de aquisição de um modo novo, num ponto de vista crítico e esclarecedor. A ação durante esse tempo possibilitou-me refletir sobre a realidade da nossa sociedade, da educação e do sistema escolar.

        O estágio foi muito abrangente quando me deu uma visão geral do processo ensino-aprendizagem propriamente dita, ou seja, praticado em sala de aula. A construção dos alunos foi muito interessante, pois eles se imaginam dentro das situações colocadas em sala de aula e assim ampliam o significado do ensino das disciplinas aplicadas no seu dia a dia.

        Aprendi muito mais do que esperava, não só com a professora, mas com os alunos que a cada dia trazem algo novo juntamente com seu carinho e amor por aquele ambiente e as pessoas que fazem parte dele. Essa vivência contribuiu bastante para minha formação profissional e pessoal, permitindo-me visualizar cada dia melhor como desempenhar esse papel.

        De acordo com Oliveira e Cunha (2006, p. 6):

Podemos conceituar Estágio Supervisionado, portanto, como qualquer atividade que propicie ao aluno adquirir experiência profissional específica e que contribua, de forma eficaz, para sua absorção pelo mercado de trabalho.

 

 

        Concordo com Anísio Teixeira quando afirma que “Educação é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra.”

REFERÊNCIAS:

DEMO, Pedro. Desafios modernos da educação. 7 ed. Petrópolis: Vozes, 1998.

VYGOTSKY, Lev. S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1989, p. 109.

PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Zarar, 1978.

CORIA-SABINI, Maria Aparecida. Psicologia aplicada à educação. São Paulo: EPU, 1986.

FREUD, S. Algumas reflexões sobre a psicologia do escolar, 1914. In: Freud, S. Obras Completas. RJ. Imago, 1974. V 13

OLIVEIRA, Eloiza da Silva Gomes de; CUNHA, Vera Lúcia. O estágio Supervisionado na formação continuada docente a distância: desafios a vencer e Construção de novas subjetividades. Publicación en línea. Murcia (España). Año V. Número 14.- 31 de Marzo de 2006. Disponível em < www.um.es/ead /red/ 14/ oliveira. pdf> Acesso em10.04.2008.

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